
Sem bunda do George Clooney, garotas, foi mal aÃ...
O filme: Adaptação do romance de Stanislaw Lem, papa da ficção cientÃfica, dirigido por Andrei Tarkovsky, papa do cinema contemplativo e de poesia da Europa Oriental.
A história: Ultra-drama psicológico, interior e reflexivo. E eu não estou sendo pleonástico. O cinema de Tarkovsky prima pela lentidão e pela sugestão muito sutil. Considere o extremo oposto de Hollywood. Então se prepare: são três horas olhando para o espaço e para as imagens para descobrir os sentimentos e pensamentos que os personagens não falam. Dica: tome um café e uma Coca-cola antes. Existe o remake feito por Steven Soderbergh em 2002 – mas enquanto o filme de Tarkovsky é lembrado por ser uma das discussões audiovisuais mais pungentes da psicologia, os comentários sobre a obra de Soderbergh giraram em torno da bunda de George Clooney.
A nave: É a tal Solaris do tÃtulo, na verdade uma estação espacial que pode ser dotada de uma forma estranha de inteligência artificial e que pode ter estranhos poderes. Solidão, isolamento, depressão, asfixia, realidade e imaginação são as palavras de ordem aqui. Mas não espere nada muito claro.
Os tripulantes: Um psicólogo é enviado para a estação-espacial tÃtulo para substituir um ex-funcionário e se depara com dois astronautas muito estranhos...e com sua esposa morta.
A viagem: O espaço é vasto. Mas a mente humana ser mais ainda. E viajar em um pode ser viajar em outro. É Tarkovsky, não peça para ser simples.