
Rodrigo: protagonista dos melhores momentos
O Dead Fish está vivo - A banda capixaba fechou o festival Oi Tem Peixe na Rede, em Belo Horizonte. Eles comprovaram o ótimo momento da carreira. O som do Dead Fish é direto e jovem. Bons atributos para manter música pop viva, sem revival.
Dead Fish é carne nobre - Depois do estouro do CD Zero e Um e do DVD MTV Apresenta, ambos de 2004, a gravadora Deckdisc resolveu relançar os seus quatro discos anteriores. O show em BH foi especial, já que a banda toca desde seu inÃcio, há 14 anos, em casas underground da cidade, que hoje são pequenas para seu público. A escalação foi adequada para o festival: toda gravadora sonha em ter um Dead Fish em sua rede.
Os trocadilhos são simples, mas de coração. Assim como as melodias que transformaram o Lapa Multishow em uma grande roda de pogo. Muitos fãs ainda fizeram questão de subir no palco e mergulhar de volta na platéia. Vale registrar a violência desnecessária dos seguranças contratados pelo Lapa.
Quem tomou controle da situação foi o vocalista Rodrigo. Ele recebeu a todos no palco com entusiasmo, à s vezes com apertos de mão, à s vezes mandando-os descer. A histeria se manteve tanto nas canções do último disco (“Bem vindo ao clubeâ€, “A Urgênciaâ€), quanto dos anteriores (“Noiteâ€, “Sonho Médioâ€). Já que ninguém se machucou (muito), podemos relatar os melhores momentos:
. Rodrigo vai cuspir no chão e, sem querer, acerta em um menino que tenta subir no palco. Super atencioso, vira-se para ele e faz cara de “foi mal, amigo, mas eu estou cantando e vocês estão descontrolados, você sabe...â€

Os fãs invadem o palco e o baixista Ayland (ao fundo) se diverte
. Um outro fã vai para cima do Rodrigo, que, sem saber o que fazer, dá um beijo no garoto. Ele fica tão emocionado que resolve se abaixar para descer do palco, em vez de mergulhar de ponta. Nisso, o vocalista literalmente sobe no fã, e fica uns bons segundos equilibrado em suas costas.
. Uma menina sem-noção abraça Rodrigo no meio de uma música. Ele não consegue se soltar e, sem opção, retribui o carinho da moça. Eles ficam durante quase toda a música abraçadinhos. Ele deve ter se lembrado do velho ditado: “Tá no inferno, abraça o capetaâ€.
. No meio do caos, a banda toca com uma segurança impressionante. Enquanto os garotos entram em histeria coletiva, os guitarristas Hóspede e Phillipe continuam com seus acordes seguros e expressões serenas. A postura anti-rockstar dos caras lembra um quinto e último momento, que aconteceu em outra noite, mas vale a pena ser contado.

Rodrigo tem uma visão diferente do segurança mal-educado
. No penúltimo show da banda em Belo Horizonte, no festival Pop Rock, a equipe do PÃlula Pop na TV procura entrevistados no saguão de imprensa. Dois carinhas com pinta de fãs estão por perto, e o nosso produtor não hesita:
- Ei, ei, vocês sabem se o pessoal do Dead Fish já passou por aqui!?
- (Meio sem graça) Ehhh... Eu sou guitarrista do Dead Fish.
- (Totalmente sem graça) Ah, tá...